A União Espírita Mineira (UEM) é a Federativa do Estado de Minas Gerais, filiada à Federação Espírita Brasileira (FEB).

O Esperanto e a fraternidade Universal

Livro:

Revista O Reformador

Capítulo:

pg. 147

Médium / Autor:

Espírito(s):

Ser esperantista não é só conhecer o Esperanto e propagá-lo; mais do que isso, é necessário compenetrar-se do espírito de amor para com os homens, desse espírito que guiou Zamenhof na sua obra admirável e colossal de construir uma língua. As línguas têm uma alma que é preciso estudar e compreender.

Não foi só o intuito de unir por meio de um veículo de comunicação, os povos tão separados entre si, que deu origem ao Esperanto. Zamenhof teve aspirações mais elevadas ainda.

A ele, que iniciava apenas a vida escolar mas que já se sentia embebido dos mais nobres desejos, chocou-lhe ver que os homens se degladiavam em continuas lutas por não se compreenderem mutuamente, Em Bielostok, a cidade em que morava, quatro raças distintas, russos, polacos, judeus e alemães, em per manente conflicto, mostravam-lhe que as noções de fraternidade não haviam penetrado até ali.

O seu espírito perspicaz sentia que essa gente, de sentimentos contrapostos, não se poderia entender enquanto não tivesse o mesmo ideal e um meio fácil de se comunicar. Foi então que se pôs a trabalhar na formação da nova língua, com todo o ardor, vendo nela uma das colunas do grande monumento à Fraternidade dos povos.

Revista O Reformador, maio 1915

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