Mãe, que te recolhes no lar, atendendo à Divina Vontade, não fujas à renúncia que o mundo te reclama ao coração.
Recebeste no templo familiar o sublime mandato da vida.
Muitas vezes, ergueste cada manhã, com o suor do trabalho, e confiaste à noite, lendo a página branca das lágrimas que te emanam da alma ferida.
Quase sempre, a tua voz passa desprezada, como vazio rumor o alarido das discussões domésticas, e as tuas mãos diligentes servem com sacrifício, sem que ninguém lhes assinale o cansaço…
Lá fora, os homens guerreiam, entre si, disputando a posse efêmera do ouro ou da fama, da evidência ou da autoridade… Além, a mocidade, em muitas ocasiões, grita festivamente, buscando o mentiroso prazer do momento rápido…
Enquanto isso, meditas e esperas, na solidão da prece, com que te elevas ao Alto, rogando a felicidade daqueles de quem te fizeste o gênio guardião.
Quando o santo sobe às eminências do altar, ninguém te vê nas amarguras da base, e quando o herói passa, na rua, coroado de louros, ninguém se lembra de ti, na retaguarda de aflição.
Deste tudo e tudo ofereceste, entretanto, rar...